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Para que quero casar-me?

24 jul

casamento_aneisPor Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

Todos os jovens, de ambos os sexos, em via de contrair matrimônio, e principalmente o varão, deveriam formular para si a seguinte pergunta: ‘Para que quero casar-me?’ Eis a interrogação que o homem deveria propor a si antes de acometer semelhante empreendimento. Examinada a pergunta à luz de nossos pensamentos e possibilidades discernitivas, ela haverá de nos levar a pensar que a determinação de nos casarmos responde ao desejo de adotar o gênero de vida oferecido pelo matrimônio. A essa conclusão terá de nos conduzir, necessariamente, o fato de haver encontrado a mulher que corresponde a nossas aspirações e que reúne, por conseguinte, as condições para nos fazer felizes. O homem quer formar um lar e dedicar-se, com a espontaneidade que surge de seu coração, aos seres queridos que haverão viver nele, isto é, sua esposa e filhos. O homem quer formar um lar e dedicar-se, com a espontaneidade que surge de seu coração, aos seres queridos que haverão viver nele, isto é, sua esposa e filhos. Mas, para que isto seja uma realidade, o amor que a mulher tenha chegado a lhe inspirar, terá de predominar sempre em alto grau sobre sua condição sexual, propensa a excitar seus sentidos e desviá-lo desse objetivo. Assim sendo, jamais se ofuscará a imagem refletida no espelho de seu sentimento. Como, porém, conservar através dos anos o encanto desse amor puro, nobre, profundo, que a alma respira nos dias de namoro? Ocorre com extrema frequência que o homem, depois de experimentar a convivência com muitas mulheres, decide de repente fechar os olhos para todas e olhar somente para aquela que ele escolheu com o fim de enfrentarem juntos a grande batalha da vida. Que particularidades misteriosas viu ou descobriu nela, a ponto de distingui-la, colocando-a em lugar tão privilegiado? E por que acontece com tanta frequência que o homem acha que se equivocou em sua escolha? Se ele parasse para pensar em suas próprias deficiências ou culpabilidade é provável que na maioria dos casos tal coisa não sucederia. Muito é o que o homem tem de aprender, e não menos a mulher. Duas coisas são indispensáveis para que perdure esse amor fresco e puro que se sente pela amada, sem que se debilite jamais. A primeira é o afeto, que, menos impulsivo que a paixão, assegura seu arraigamento, já que, se bem seja certo que a paixão infunde vida ao amor, o afeto é chamado a preservá-lo e conservá-lo. A segunda, tão indispensável quanto a primeira, é nossa dignificação aos olhos do ser querido. Esta só se consegue por meio dos esforços e das preocupações pelo bem-estar da família, e alcança sua máxima expressão quando nos elevamos, numa superação constante. Sendo o amor uma força e também um poder, nenhuma circunstância poderia ser mais oportuna, para ensaiar sua virtude, do que a de empregá-lo na consagração definitiva de um lar que possa ser exemplo para lares. O amor é o grande elemento com que se suprem muitos claros produzidos no âmbito sensível pelas deficiências caracterológicas, e é também o que infunde confiança em nossas próprias forças. Trechos extraídos do livro O Senhor De Sándara p. 212 a 215

 
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Publicado por em 24/07/2009 em Logosofia

 

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