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UM CONTO DE NATAL – CHARLES DICKENS

23 dez

CONTODENATALCCRQue tal vivenciar o Natal de forma diferente. Para mim “Os Livros” são os melhores presentes que podemos tanto receber, quanto dar. Portanto uma boa dica de leitura e de presente, para esse momento que vivemos. Um Conto de Natal  de Charles Dickens. Esse livro foi publicado pela primeira vez em dezembro de 1843, e fez tanto sucesso que vendeu seis mil cópias em uma semana. O livro, que atualmente é considerado um dos maiores clássicos natalinos de todos os tempos, já foi adaptado para o cinema diversas vezes, até mesmo em versões animadas. Lembro-me bem que, quando eu li esse livro fiquei muito surpreso e espantado com a história, comecei a ter uma visão diferente do Natal. Não deixa de ser uma bela história sobre o Natal, vista de uma forma diferente. Onde o bem pode transformar o mal. O personagem principal é Scrooge que sofre uma grande transformação. Embora o Dickens seja muito detalhista, o conto é bem pequeno e ele nos coloca dentro do texto de forma bem singular. Vale a pena a leitura é uma boa oportunidade de enxergarmos o Natal de uma forma diferente, sem presentes, sem festas onde se vislumbra uma possibilidade de mudarmos pela generosidade, caridade e bondade.

Vejam um resumo do livro.

 

Londres, véspera de Natal. Enquanto todos na cidade estão contagiados pelo clima natalino, ansiosos para desfrutar de uma apetitosa ceia e da companhia de pessoas queridas, o velho Ebenezer Scrooge anda na contramão. Mal-humorado, avarento e egoísta, Scrooge odeia o Natal e tudo o que ele representa – para ele, a data não passa de uma desculpa para o consumismo desenfreado.

Levando uma vida solitária e tendo como único parente próximo o seu sobrinho, Scrooge debocha de todas as tentativas do rapaz de se aproximar. Sua vida é inteiramente centrada nos assuntos financeiros, que lhe fornecem gordos salários que ele não aproveita, nem mesmo para ajudar quem precisa. À noite, porém, Scrooge recebe a visita do fantasma de Marley, seu ex-sócio. Com uma aparência desanimada e triste, Marley vaga pelo mundo para ver acontecimentos dos quais não pode participar, mas deveria ter participado quando ainda estava na Terra. Arrastando correntes que ainda o prendem ao mundo mortal, ele diz a Scrooge que este também será seu destino se ele não aprender a valoriza o que realmente importa: a caridade, a misericórdia, a paciência e a bondade.

E é assim que Scrooge fica sabendo que receberá a visita de três espíritos: o espírito do Natal Passado, do Natal Presente e do Natal Futuro.

O espírito do Natal Passado é o primeiro a aparecer. Com cabelos brancos até os ombros e uma túnica branquíssima, o fantasma carrega um ramo verde e fresco de azevinho e mostra a Scrooge uma retrospectiva de sua adolescência e o começo da vida adulta, quando ele ainda gostava do Natal. Scrooge reencontra pessoas que já faleceram, se diverte com danças e brincadeiras, revive cenas com a mulher que amou… e, perturbado com as lembranças, ele expulsa o fantasma, que vai embora em silêncio.

Já o fantasma do Natal Presente é um alegre gigante que segura uma tocha ardente em forma de cone para poder iluminar tudo. Ele mostra a Scrooge as celebrações natalinas que estão acontecendo naquele exato momento, e é assim que Scrooge conhece a vida de seu empregado, que, mesmo com uma ceia simples, encontra a felicidade, e presencia a comemoração de seu sobrinho.

O espírito do Natal Futuro é o mais assustador. Alto e imponente, ele se aproxima sério e silencioso, vestindo uma roupa longa e preta que cobre a sua cabeça. Com apenas uma mão estendida à mostra, ele é responsável por revelar a Scrooge o que o futuro lhe reserva se ele continuar do mesmo jeito – uma morte solitária, sem amigos e com a mesma quantidade de deboches que ele fez durante toda a sua vida.

Ter a oportunidade de reviver o passado, testemunhar o presente e ter uma prévia do que está por vir mexeria com os sentimentos de qualquer um, e com Scrooge não é diferente. Uma coisa é ver a vida sob a sua própria ótica, outra é se tornar um observador. Por mais que tenha sido ótimo dançar e se divertir nas memórias, logo a realidade vem à tona e Scrooge se dá conta das dimensões de seu comportamento. Os espíritos não passam a mão na cabeça dele; eles o obrigam a ver coisas que o fazem sofrer e que o empurram ainda mais para baixo. Mas tudo é feito por um bem maior, mesmo quando os fantasmas repetem as coisas mesquinhas que Scrooge já disse, atingindo-o na boca do estômago e deixando-o nauseado.

 
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Publicado por em 23/12/2013 em Vivendo e Aprendendo

 

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