RSS

O orfão!

18 fev

100_6598

Se a minha filha Monique se encontrasse comigo hoje, ela com certeza ia dizer que eu estou carente. Algumas pessoas nos conhecem tanto que muitas vezes não precisamos dizer nada, elas simplesmente sentem. Meus filhos cresceram, estão crescendo, e consequentemente ficaram independentes, sinto que eles já não dependem de mim, na verdade uma hora ou outra eu vou precisar deles, ou quem sabe essa hora já chegou. A minha filha mais nova a Maria com apenas 11 anos está toda dona de si, me diz coisas que eu jamais imaginei, a maturidade dela me assusta, já não anda mais do banco de trás. Filhos são seres vivos, como as plantas e os animais eles crescem, crescem como a minha barriga cresceu mesmo eu não querendo, ela cresceu, eles cresceram alegres, felizes e eu nem percebi. E tudo aconteceu independente da minha vontade e com certa dose de presunção, foi tudo tão de repente quando percebi já tinha acontecido. Agora querem voar, estão voando. E eu me sinto “O órfão”. Eles cresceram em uma ordem biológica mais do que natural, e em uma desordem intelectual extremamente assustadora, tudo é para ontem e não aceitam as minhas teorias. Lembro-me da época em que ia buscá-los na escola, nas festinhas, das brigas e birras deles. Ia com eles para todos os cantos e encantos. Lembro-me de carregá-los no colo. Lembro também da hora que comecei a “perdê-los” para a vida, para os amores da infância. Essa separação doí. Os dois mais velhos já casaram, então ganhei mais dois filhos meu genro e minha nora, também ganhei um neto, do meu filho. E sofro por estar longe dele. É uma nova oportunidade de distribuir esse carinho, esse afeto, essa atenção que restou dos filhos. Eu já casei três vezes. A minha barba está branca e não posso deixá-la de fazer como sempre deixei. Mas uma coisa eu sei que fiz, fui muitas vezes vê-los dormir, dormindo, sonhando. Também devo ter dito muitos “nãos”, afinal existem os limites. Não dei tudo que eles queriam e às vezes mereciam. Estamos um tanto quanto distantes fisicamente, mas não acabou o afeto, o carinho, a admiração o amor. Ah! O amor do pai e do avô, esse nunca acaba.

 

 

 
Deixe um comentário

Publicado por em 18/02/2014 em Geral

 

Obrigado, pelo comentário. Após mediação ele será publicado. Volte sempre !!!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: