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Arquivo mensal: março 2014

Vamos deslumbrar!

100_0642Caracas vou fazer 55 anos! Hoje não mais que de repente, mas insistentemente pensei que vou fazer 55 anos. De certa forma há certa gravidade nisso, pois para cada ano que completamos é um ano a menos que temos para viver. Então vendo por esse ângulo já não tenho 55 anos de vida. Estou falando que vou fazer 55 anos, não estou falando que vou à praia, que vou ao clube, ao cinema, passear. Eu estou anunciando publicamente que vou fazer 55 anos. Não da para ficar imparcial a isso. Mas também não estou à beira de nenhuma tragédia. Quando fiz 50 percebi que antes dos 50 as coisas são bem diferentes, agora percebo mais ainda. Ainda bem que vou fazer 55 anos muitos não fizeram 25, 30. Sei que já provei muitas coisas deliciosas, mas nada igual ao sabor da eterna-idade. Estou com meus sentidos apurados, o gosto não é mais o mesmo, o toque é mais sútil, vejo tudo com outros olhos. Ainda não cheguei na área sagrada, mas chego lá. Como disse a Dercy Gonçalves: “Só morro quando eu quiser”. Durante a vida vamos acumulando débitos, passando atestados (às vezes até de burrice), mas chega uma hora que temos que pagar, acertar as contas, zerar. A gente pensa que o aprendizado acabou, que o ciclo foi concluído. Ledo engano, o aprendizado não tem fim, é infinito. Nascemos, crescemos, apanhamos, batemos, bebemos, fumamos, estudamos, trabalhamos, casamos, tivemos filhos, a responsabilidade bate a nossa porta. Os anos passam saltitantes, inquietos, arteiros. Descobrimos o medo. A pedra não pode ser bruta, temos que lapidá-la. Não da mais para viver no espaço, podemos deslizar, mas não podemos derrapar. Percebemos que estamos dentro do tempo e fora do espaço. Estamos sendo destilados. Estamos saindo da curva e entrando na reta. Mais vale a qualidade, do que a quantidade. É chegada a hora de desorganizar, de assombrar, de desordenar. Vamos deslumbrar !

 
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Publicado por em 15/03/2014 em Vivendo e Aprendendo

 

Fazendo as pazes com o tempo.

tempoFazendo as pazes com o tempo.

Quanto tempo precisamos para descobrir que não adianta nada brigar com o tempo? Bom sinceramente não sei, só sei que atualmente estou tentando fazer as pazes com ele. Passei a maior parte da minha vida brigando com o tempo, na verdade perdendo tempo. Cansei de ouvir “Tempo é Dinheiro” pelo visto perdi muito “dinheiro” na vida. Queria (ou quero) tudo para ontem, agindo assim fiz muitas coisas erradas ( ou certas), mas não me arrependo, reconheço que fiz muita gente sofrer por isso eu sinto muito. Penso que essa maneira de agir tem muito a ver com o meu jeito de viver apaixonadamente. A paixão é assim avassaladora, imediata. Ou é tudo ou não é nada.  Estou aprendendo a lidar com minhas emoções, tentando acalmar o coração para que a razão ocupe seu espaço. Estou ajustando o meu comportamento. Se por um lado nunca senti pena de mim, por outro já achei que fui injustiçado várias vezes. Mas percebi que a vida  tem esse lado, ela nem sempre é fácil ou justa. Nunca fui controlado por ninguém, não gosto que exerçam poder sobre mim. Sempre faço as escolhas, muitas vezes sem controle nenhum sobre as minhas emoções. Adoro desafios, adoro as mudanças mesmo porque sei que são inevitáveis, aprendi a me adaptar a elas. Não reclamo, nem lamento o leite derramado. Nem sempre me controlo, mas tento. Não consigo e nem tenho agradar todo mundo, não preciso. Sempre falei o que penso, ou o que quis. Mas também já ouvir o que não quis, é a vida passando o troco. Nem sempre sou gentil, não gosto de chatos, sou um chato e sei como eles são insuportáveis. Gosto de correr riscos, mas nem sempre sei calculá-los. Não me preocupo com os benefícios antes de me arriscar, isso é atitude. Nunca reneguei o meu passado, embora admita que algumas coisas podiam ser diferentes, aprendi com ele. Entretanto continuo cometendo os mesmos erros. E lá se vai o tempo. Vivo o presente. Não gosto de fazer planos para o futuro. Aceito e assumo meus erros, sigo em frente errando, aprendendo e vivendo. Gosto de comemorar a vida, não sinto inveja de ninguém. Conquisto tudo que desejo com meu próprio suor. Não tem essa de ser brasileiro, mesmo que eu não fosse eu não desisto do que eu quero nunca. Gosto de ficar só,  gosto do silêncio. Sinto-me muito bem comigo mesmo, adoro a minha companhia. Posso ser feliz sozinho. Quero cuidar de mim, quero ter as coisas por mérito. Agora estou aprendendo que posso esperar, não quero nada de imediato. Por isso penso que estou fazendo as pazes com o tempo.

 

 
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Publicado por em 14/03/2014 em Geral

 
 
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