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Arquivo da categoria: Franco meu Amigo Invisível !!!

Uma suposta realidade.

Não gosto de ser testado e também não tenho que fazer nenhuma prova, deixo a prova para os culpados. Não tive nem culpa de ter nascido. Estou condicionado a viver e não crio expectativas, vivo com todas as possibilidades. Não faço planos, vivo intensamente um dia após o outro. Não pretendo fazer consórcio de jazigo. Vim das cinzas e a elas retornarei. Não penso em ser poeta, muito menos escritor, escrevo para mim mesmo. A vida pode ser medida de duas maneiras: pelo que você viveu ou pelo que deixou de viver. Prefiro a primeira. Sou um eterno aprendiz e só sei viver completamente apaixonado. Se a paixão esfriar, ela pode até ser esquentada mas não comigo. Não quero ser um álibi de um amor forjado, se falo quero que me escutem. Nunca tive medo da solidão, sei que a imaginação pode tudo. Prefiro a semente ao cimento. Nunca fui certo, sou do contra, sou louco pela vida. Cansei de falar, agora prefiro escrever. Sou um jogador, da mesma forma que ganho posso perder. Não podemos ser pai, ser antes termos sido filho. Quando quero uma mulher, torno-me patético, sem noção, me sacrifico, carrego água na peneira. Não me preocupo em dizer e sim em fazer. Não tenho a nóia que estou sendo perseguido. Sou do tempo em que fazíamos amor, não a guerra. Desde pequeno que eu incomodo as pessoas e não vivo com nenhuma culpa. Quero uma relação perfeita e não uma relação possível.Sinto que estou me libertando enquanto escrevo, e isso se tornou necessário para mim. Ninguém deve ser obrigado a nada. Nem a ler o que eu escrevo, se lêm é porque querem e gostam. Quando era mais jovem lia Nietzsche e não me assustava, enquanto lia não precisava de terapia depois nem Verena me entendeu. Não me preocupo em ser puro ou impuro quando escrevo, escrevo o que sinto o que faz parte da minha vida. Nada foi nem é fácil para mim, sempre batalhei muito. Não pretendo ajudar ninguém com meus textos, principalmente porque não gosto nem acredito em livro de auto-ajuda. Um dia meu corpo pode enfraquecer, mas quando eu leio ou escrevo a minha mente se fortalece. Muitas vezes leio coisas que eu vivo e vivo coisa que escrevo. Em caso de sequestro, pode me deixar sem roupa que não sentirei frio, sem comida e não sentirei fome, sem água e não sentirei sede…mas não me deixe sem lápis e papel pois não suportaria ficar sem escrever. Tenho uma espiritualidade bem desenvolvida a ponto de fazer com que tenha pavor da morte. Não quero ter a experiência de ver aquela luz maravilhosa e retornar. Prefiro não apressar o rio e continuar inacabado ou seja encarnado.Também sei que tem alguém dentro de mim que tenta me proteger. Essa é a minha suposta realidade que consegui com muito esforço.

 

 

ESCOTISMO !

PicodasAlmasEscaladaA Escalada

( continuação do post do dia 26.08.2009 )

No outro dia partimos  com o segundo grupo e com minha patrulha, descansamos fisicamente o suficiente para aguentar a empreitada da escalada , mas mentalmente ainda estavamos abalados, conversamos antes de sair pois não iríamos suportar se perder novamente. A caminhada até a base foi cansativa, mas tranquila, passamos a noite na base do  Pico das Almas (foto) numa casa com dois cômodos extremamente fria por dois motivo primeiro a altitude e o segundo o tipo de construção. Na casa vivia uma anciã, quando a vi cheguei a me assustar lembrei-me da outra velha que encontramos alguns dias antes quando nos perdemos, demoramos para dormir. Quando amanheceu começamos a escalar o pico o frio era intenso. Decidimos subir contornando o pico o percurso era mais longo porém mais seguro. Conforme íamos subindo ia ficando mais difícil, paredões que usamos cordas, muitos barrancos , num deles o Gilberto escorregou e se machucou muito podia ter sido até pior se ele não tivesse se agarrado nuns cactos teria despencado de um local bem alto. Machucou as mãos e não queria continuar, tiramos os espinhos ele se acalmou e seguimos em frente. Algumas horas depois chegávamos ao topo do pico, tiramos muitas fotos e escrevemos nossos nomes nas pedras, já tinha muitos nomes lá, uma Bandeira do Brasil mas não vimos nenhum nome das pessoas do nosso acampamento que estavam no primeiro grupo . Um fato curioso foi que em uma das fotos que tiramos um dos chefes o cozinheiro Ivan abriu um cartaz que tinha alguma coisa escrita, que eles não deixaram a gente ver, e até hoje não sei o que era. Descemos sem nenhum imprevisto e fizemos o caminho de volta como havíamos planejado. Passamos os outros dias fazendo atividades no próprio acampamento até o dia da nossa volta pra Salvador. Muito bom, muita bagunça e diversão. Algum tempo depois, descobrimos que o primeiro grupo não tinha conseguido escalar o pico até o topo tinham ficado um pouco mais abaixo foram detidos por um paredão. Batizamos o local como “Pico dos Otários “. As fotos foram reveladas e denunciaram a farsa. Bem pessoal acabam aqui as histórias do período que pratiquei escotismo.

 

ESCOTISMO !!!

riodecontaspicodasalmasA ESCALADA !!!

Já tinham se passado 11 dias desde o ínicio da nossa viagem e muita coisa aconteceu nesses dias, finalmente chegou o dia da escalada ao ponto mais alto da Bahia o Pico das Almas ( veja foto ) . Fizemos a escalada em duas etapas as patrulhas foram divididas e formaram dois grupos, fui no segundo. O primeiro partiu bem cêdo em direção ao pico. O tempo previsto para fazer a escalada era de 3 dias, sendo : primeiro dia caminhanda até a base do pico onde, passaria a noite. No segundo dia a escalada propriamente dita iríamos ao topo do pico de voltaríamos no mesmo dia, pernoitando novamente na base,e finalmente no terceiro dia retorno ao acampamento. Dito e feito no terceiro dia no final da tarde conforme combinado o primeiro grupo chegou comemorando muito, afinal tinham escalado o Pico das Almas. Foram recebidos com festa. No dia seguinte partiu o meu grupo, mas essa história conto no próximo post. Ok

 

ESCOTISMO !!!

escotismo1Parte V … continução do post do dia 03.08.2008

Do nada avistamos uma luz, pensei que era algum reflexo ou vagalumes que víamos a toda hora voando junto a nós. Corremos na direção da luz, não queríamos perdê-la de vista, finalmente não era uma ilusão chegamos a um casabre a luz bem fraquinha vinha lá de dentro, começamos a gritar, pedir socorro, estávamos desesperados. Ninguém respondia, pensei em pular a cêrca e chegar mais perto, achei que não tinham nos escutado, embora fosse quase impossível disso acontecer pois só ouvíamos o som da mata e das nossa respiração,mas não pulei tive mêdo. A tensão foi se transformando em conforto com a possibilidade de conseguirmos ajuda, resolvemos esperar para ver o que iria acontecer na pior das hipóteses quando amanhecesse seria mais fácil. De repente ouvimos um grunido vindo pelas nossas costas, gritamos e viramos assustados , ficamos mais ainda quando vimos um negrão, com uma coisa na mão parecia um facão, pior ainda era uma foice. Nem deixamos ele falar começamos a contar o que tinha nos acontecido, que estávamos perdidos e precisavámos de ajuda, ele foi se aproximando como se quisesse nos ver melhor, não deu uma única palavra apenas abriu a cerca e apontou para a casa, nos olhamos e entramos em disparada. No barraco de taipa e barro de um único vão, estava quente pois lá fora fazia um frio terrível, encontramos sentada num canto uma velha vestida de preto, com um pano que descia da cabeça e se enrrolava no pescoço, a cena era assutadora mas lá fora estava pior. Senti cheiro de lenha queimada e de mofo, e tinha também um toco de vela acesa no canto oposto da velha. Cumprimentei-a dando-lhe boa noite, ela acenou com a cabeça. Ainda não tinha escutado nenhuma voz que não fosse a minha. Ela bebia alguma coisa quente pois saia fumaça da caneca, me ofereceu e aceitei na hora estava faminto e com frio, era uma borra de café tão ruim que não consegui tomar outro gole, apenas agradeci, passei a caneca para o Sacramento que encostou na boca e tirou na mesma hora, parece que nem bebeu, o Gilberto deu um gole engasgou e cuspiu, a velha não gostou , fez um sinal pro negrão que nos levou embora dali, antes de sair agradeci mais uma vez e ela acenou novamente. Ouvi a voz daquele homem pela primeira vez, ele murmurou alguma coisa que ia nos levar para algum lugar não entendi mas não tivemos escolha e o seguimos calado, sabe o ditado se correr o bicho pega se ficar o bicho come, era assim que nos encontrávamos naquele momento. Caminhamos um tempo na noite escura dentro da mata com aquele desconhecido que de repente desembestou a falar sem parar, parecia que estava possuído por algum exú, contava estórias de capivaras, porco do mato e até de mula sem cabeça, pensei ou ele é maluco ou quer nos assustar, mesmo estando com mêdo eu já estava bem grandinho para ficar acreditando nessas estorias cabulosas. Andamos o resto da noite , era a nossa quarta noite praticamente sem dormir. Quando amanheceu pude observá-lo mas parecia que ele não gostava que ficasse encarando-o, resolvi perguntar para onde ele estava nos levando ele não respondeu apenas disse : vamos andem estamos chegando. Aquilo para mim foi um alívio. Do nada apareceu uma outra casa agora de alvenaria tinha um carro velho dentro era um corcel laranja. Ele bateu palmas e de lá saiu um senhor gordo e baixo, estava de calça e chapéu sem camisa. Dei bom dia ao Sr. ele acenou e o negrão começou a contar para ele que havia nos encontrado perdido na noite passada..etc..etc. Ele já sabia do que tinha acontecido, e resolveu nos levar para a delegacia de Rio de Contas . Já tinha um grupo de busca e salvamento a nossa procura a mando da prefeitura, fomos levado por uma viatura até nosso acampamento. Na chegada muita emoção, muito abraços, cantaram os hinos das patrulhas, cantamos o nosso também, após um banho tomamos um cafe da manhã reforçado enquanto conversávamos com padre Hilário,Luiz Humberto e Ivan depois fomos dormir. Ficamos dormindo o dia inteiro e não participamos das atividades do grupo. A noite no ” Fogo de Conselho ” fomos homenageados e recebemos elogios, contamos o que tinha acontecido e como agimos mas ainda estavamos cansados e voltamos a dormir novamente. A escalada ao pico foi adiada, mas eles pensaram até em cancelar por causa do que tinha acontecido, mas argumentamos que tínhamos ido lá para escalar o Pico das Almas, que estávamos bem apenas cansados e que tudo não passou de um pequeno incidente que já estava resolvido e que não iríamos embora sem escalar. Então todos concordaram que devíamos fazer a escalada , mas só conto para vocês depois na próxima postagem . Ok

 

ESCOTISMO !!!

escotismoPARTE IV

Continuação do post do dia 28.07.2009

Embora já tivessemos passado duas noites na mata, era nosso segundo dia e tínhamos que, antes de começar a caminhar novamente achar algo para comer caso contrário podíamos até desmair, ter uma hipoglicêmia ou uma hipotérmia, pois não parava de sentir frio mesmo durante o dia, não sabia se era porque o local era frio mesmo, por falta de alimento ou seja caloria. Achamos mais alguns cactos e começamos a comer, achamos também uma frutinha prêta parecida com amora, percebi ser comestível pois haviam algumas furadas parecendo que, algum pássaro ou outro bichinho havia comido. Pensei se os bichos comem podemos comer também, comemos e catamos algumas para levarmos. Tentamos seguir pela beira do rio mas não dava. Então resolvemos continuar andando por dentro da mata,  já passava do meio dia pois o sol já havia cruzado a nossa cabeça quando percebi que alguma coisa estava errada, não aceitava a idéia de que tínhamos andado tanto e não conseguíamos chegar a nenhum lugar. Constatamos que, estávamos por causa do nosso desespêro, andando em círculos e decidimos a não mudar mais a nossa rota na esperança de encontramos o acampamento, alguma casa ou até mesmo alguém. Já estavamos perdidos a dois dias e com certeza já tinha alguém nos procurando. Ficamos em harmonia e parecia que alguma coisa nos dava ânimo, mas não durou muito nossa euforia, pois andamos muito e não encontramos nada. Entardecia e eu não queria nem olhar para o sol, pois sabia que só por um milagre, nós não iríamos passar mais uma noite perdidos na mata. O desespêro era tanto que as vez nós andávamos as vez nós corríamos, e com isso nosso cansaço aumentava. Estávamos exaustos! O pior estava para acontecer íamos passar a terceira noite na mata. Quando falei para os dois, que devíamos parar e começar a nos preparar para passarmos a noite, eles enlouqueceram e discordaram na hora. Falaram que, era para eu para de dar ordens , que eu não mandava em nada e muito menos neles, começamos a discutir novamente, quase brigamos feio. Dessa vez não houve acordo, tivemos que continuar andando. A noite chegou andamos muito tempo no maior brêu, uma escuridão infernal e o som da mata fechada era algo alucinante ou melhor aterrorizante, começei a ficar apavorado. Quando dei conta, percebi que não tinha mais o contrôle da situação, qualquer descisão que tomasse teria que ser votada e estavam os dois juntos contra mim. Resolvi cantar a musica ” A Árvore da Montanha ” ( a árvore da montanha olê iaô, a árvore da montanha olê iaô, essa árvore tinha um galho, oh que galho, belo galho, ai ai ai que amor de galho …) para esquentar e ver se me acalmava, eles cantaram comigo. ( Continua…)

 

ESCOTISMO !!!

PerdidosPARTE III

Continuação do post do dia 23.07.2009

Ledo engano, não chegávamos a lugar algum muito menos no acampamento. Começamos a entrar em desespêro, cometemos nosso grande erro, mudamos de rota e terminamos nos perdendo de vez. Andamos a noite toda debaixo da maior chuva tentando achar o caminho de volta, mas parecia que quanto mais andávamos mais distante ficávamos do acampamento. Imagine nossa situação, o pânico tomou conta de nós durante toda a noite o frio era insuportável, estavámos tremendo de frio, mêdo e de nervoso, mas não podíamos e nem queríamos parar . Eu era o mais velho desse grupo tinha 12 anos, mas todos concordaram que se parassemos seria bem pior. Amanheceu e ainda não tínhamos dado conta do que estava acontecendo, não tinha caído a ficha e nem imaginávamos o que viria pela frente. Resolvemos descansar estávamos exaustos, e o desespêro tinha se atenuado, e a sensação de ser dia nos aliviava. O Gilberto começou a chorar, lhe confesso que também tive vontade de fazer o mesmo, mas me controlei não podia passar isso para eles , além de ser o mais velho de todos eu era o chefe da patrulha e tinha que manter a calma. Enquanto descançávamos colocamos nossas roupas para secar e conversamos o tempo todo, sobre o que iríamos fazer, além do cansaço começamos a sentir fome, fizemos um relógio do sol e pela posição do dele percebemos que estavamos longe do acampamento e que já era quase meio dia. Resolvemos procurar alguma fruta para comer e principalmente água potável para beber. Encontramos uns cactos e pensei temos água , nossa !!! Não foi bem assim pensei que iria sair água mas não saía, tínhamos que chupar e a quantidade de água era pouca mas para nós parecia um oásis. Não achamos nada para comer, mas ficamos melhor. Tínhamos que continuar além do mais o tempo já estava fechando novamente. Não sabíamos a hora exata mas já passava muito do meio dia. Andamos muito e nada, percebí que já era final da tarde não queria parara mais não havia outra saída, então resolvi propor que parássemos para descansar e dormir e que no dia seguinte contiuaríamos. Eles não aceitaram, discuitmos muito quase brigamos, então resolvi bater pé firme e disse se eles quisessem continuar que fossem sozinhos, pois eu não iria. Estava me cagando de mêdo mais não tinha outro jeito ou assumia o controle da situação ou íamos ficar sem saber o que fazer, além do mais me sentia responsável por eles. Resolveram ficar também, pensamos em fazer um fogo mas não tinha como, não tínhamos fósforo , os galhos estavam molhados e esse negócio de ficar esfregando galhos e fazer fogo só em filme , não íamos conseguir nunca. Procuramos um lugar para passarmos a nossa segunda noite , improvisamos uma cobertura com galhos e folhas, não ficou muito bom mais era melhor do que ficar no relento, combinamos que dois dormiam e um ficava de guarda , passamos a noite revesando, senti muita fome já estávamos a 24 horas sem comer nada e estávamos ficando fracos com frio e com mêdo também , quando amanheceu olhei para a minha camisa essas do tipo hering ela cobria meu joelho de tanto que estiquei a noite por causa do frio. Decidimos para que lado íamos seguir e partimos logo que amanhceu, percebi que era um caminho novo que ainda não tínhamos passado por ali, uma vez que nos lugares que passava procurava fazer marcas com galhos ou observava algum ponto de referência se é que tinha pois parecia que era tudo igual, o fato é que por ali não havíamos passado pois encontramos um trecho do rio de contas e finalmente bebemos água limpa e nos banhamos também , o Gilberto não tomou banho. Continua no próximo post…

 

ESCOTISMO !!!

riodecontaspicodasalmasPARTE II

As reuniões continuavam aos sábados a tarde, pois estavamos nos preparando para o ” Grande Acampamento ” das férias que foi realizado em junho de 1971. Nosso destino era Rio de Contas para escalar o Pico das Almas(foto) o ponto culminante da Bahia. Íamos passar 30 dias viajando e tinha que está tudo organizado e preparado. Formamos um grupo de 50 pessoas entre chefes, cozinheiro, o padre e nós os escoteiros. Foram 5 patrulhas : Leão, Lôbo, Águia, Búfalo e Castor a minha que era a menor de todas , erámos 4 pessoas Eu, Franco, Gilberto e o Sacramento. O Pico fica localizado na região da Chapada Diamantina próximom as cidades de Rio de Contas onde ficamos e Brumado. Partimos de trem de Salvador até Brumado, depois pegamos um caminhão que nos levou a Rio de Contas. Acampamos perto da beira do rio, limpamos a área demarcamos os lugares das chefias onde ficou padre Hilário e Luiz Humberto e Ivan nosso cozinheiro, a cozinha e a dispensa onde ficavam os mantimentos e os medicamentos, e a dos escoteiros. Cada patrulha tinha uma área e nela devíamos armar nossas barracas, fazer nossa dispensa, nosso banheiro, fossa séptica, local para depositar nosso lixo, tudo feito de forma adequada para preservar o meio ambiente nunca destruíamos a flora e nem a nossa fauna. Primeira atividade foi construir uma ponte ligando as margens do rio, utilizamos madeiras e pedras demoramos uns quatro dias para fazer a ponte. As atividades eram intensas, construimos muitas coisas no local, a dispensa, as fossas, e o fogão. Todas as noites nos reuníamos ao redor de uma fogueira era o ” Fogo do Conselho ” conversávamos sobre o que fizemos durante o dia, nos divertíamos muito brincando de jogos e planejavamos o que iríamos fazer no dia seguinte. Os dias se passavam e já tínhamos elaborado todo trajeto da escalada, ficou definido que seriam duas turmas, uma iria primeiro, enquanto a outra ficava cuidando das coisas não podíamos deixar o acampamento abandonado e tínhamos que ter uma retaguarda. Além da escalada do pico propriamente dita, nesse acampamento seria realizado o meu exame de segunda classe e de alguns outros escoteiros. E foi justamente na realização de uma das provas de segunda classe a de orientação pelas estrêlas, que se deu início a nossa grande aventura digo nossa pois não estava só , na minha patrulha Castor tinha Eu, o Franco, o Sacramento e o Gilberto. Fomos colocados dentro da carroceria de um caminhão e cobertos com uma lona, não sabíamos para onde nos levavam e era impossível de se ver alguma coisa, conforme íamos nos afastando ele parava e descia uma patrulha . Detalhe não podíamos levar lanternas, fósforos ou outro tipo de iluminação artificial, e nem bússula, pois o objetivo da prova era que nós nos orientássemos pelas estrêlas e voltássemos para o acampamento.Quando desembarcamos do caminhão o tempo estava ótimo, céu aberto, céu de brigadeiro como dizíamos quando o céu estava limpo sem nuvens com excelente visibilidade, parecia que seria muito fácil pois antes de sairmos já tinha observado a posição das estrêlas elas seriam os nossos ” guias ” e sabia que daria certo. Depois de algum tempo começaram a aparecer muitas nuvens e o céu ficou encoberto era certo que iria chover e muito, não conseguíamos ver mais nenhuma estrêla. Continuamos andando pois achavámos que estávamos perto e que logo chegaríamos ao acampamento. Continua no próximo post Ok. Aguardem foi incrível o que passamos !

 
 
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